Lisboa em 3 dias

Quem vem pela primeira vez a Lisboa, geralmente esta aproveitando uma conexão, por isso fizemos um pequeno roteiro de 3 dias, para que possa se apaixonar por esta cidade. Este roteiro pode ser alterado ou modificado a sua maneira, sugerimos que faça o roteiro em transporte público, pois Lisboa é uma cidade cosmopolita e como tal, tem falta de vagas de estacionamento nas ruas. Esperamos que divirtam-se e que voltem outras vezes.

Algarve

O clima ameno durante todo o ano, a costa repleta de praias magníficas banhadas pelo Atlântico e a diversidade de alojamento, vida nocturna e desportos fazem deste local um destino perfeito para as famílias. Ainda assim, poderá evitar as multidões e visitar as pitorescas aldeias piscatórias ou as colinas do interior, com o seu modo de vida rural e vegetação selvagem.

Sintra

Sintra é um testemunho de quase todas as épocas da história portuguesa. E vai muito além disso, Sintra é um achado de vestígios da própria história da Humanidade.

Sintra que sobreviveu ao Terramoto de 1755, tem o seu período áureo situado entre o final do séc. XVIII e todo o séc. XIX. 

Nesta altura teve início a redescoberta da magia de Sintra, cuja mais antiga forma medieval conhecida “Suntria” apontará para o indo-europeu “astro luminoso” ou “sol”. Já foi chamada de Monte Sagrado e de Serra da Lua. 

Sintra não é uma vila qualquer”, como escreveu em 1989 o historiador da Arte Vítor Serrão, Sintra é Patrimônio Mundial da Humanidade, é Paisagem Cultural (classificada pela UNESCO).

Sintra é um universo paralelo, que só conhecemos dos sonhos, mas que existe aqui bem perto.

Em suma, Sintra é a verdadeira e única capital do Romantismo. – “Sintra é o único lugar do país em que a História se fez jardim. Porque toda a sua legenda converge para aí e os seus próprios monumentos falam menos do passado do que de um eterno presente de verdura. E a memória do que foi mesmo em tragédia desvanece-se no ar ou reverdece numa hera de um muro antigo, Em Sintra não se morre – passa-se vivo para o outro lado. Porque a morte é impossível no vigor da beleza. E a memória do que passou fica nela para colaborar.” ‘Louvar Amar’, Vergílio Ferreira.

Alfama

Este bairro medieval (que já foi a judiaria da cidade) é uma pequena aldeia ou medina no meio da capital. É uma relíquia dos tempos antes do grande terramoto de 1755, tendo escapado à catástrofe graças aos seus sólidos alicerces na colina mais alta da cidade. 

É um local para se perder por becos e largos, deixando-se guiar pelos sentidos: vendo estendais nas varandas e fantásticas vistas do rio, cheirando peixe a assar numa esquina, ouvindo os sons do Fado saídos do interior de um restaurante típico, saboreando pratos tradicionais e tocando em magníficos painéis de azulejos. Este é o bairro mais pitoresco de Lisboa e a verdadeira alma da cidade.

Aqui a vida continua como há séculos atrás, mas descendo até ao rio entra-se novamente no século XXI, com antigos armazéns agora convertidos nalguns dos locais mais na moda na cidade, como o DeliDelux para um brunch ou lanche, o Bica do Sapato para jantar e o Lux para beber e dançar até amanhecer.

Distrito de Setúbal

A Reserva Natural do Estuário do Sado tem uma área de quase 25 mil hectares integrados nos concelhos de Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola e Palmela. É um estuário de grandes dimensões, separado do mar no seu troço final por um cordão, a Península de Tróia, sendo a comunicação com o oceano feita através de um estreito canal.

Filigranas

Filigranas e outra ourivesaria tradicional do Minho. O Coração de Viana faz parte da ourivesaria tradicional portuguesa e tem uma inspiração marcadamente religiosa, e o coração de Viana não é excepção. Este coração que é actualmente utilizado como símbolo da cidade de Viana do Castelo.

Fátima

A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma “Senhora mais brilhante que o sol”, de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.

Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a “Senhora do Rosário” e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917.

Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência.

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.

Mosteiro dos Jerónimos

Uma pequena ermida – Santa Maria de Belém – construída por ordem do Infante D. Henrique, erguia-se no local onde hoje se situa o Mosteiro dos Jerónimos. Deve-se ao rei D. Manuel I a iniciativa da construção do Mosteiro e a sua doação à Ordem dos Frades de São Jerónimo. A magnificência do edifício que hoje vemos, reflecte a visão universalista do seu fundador e os poderosos meios financeiros de que a Coroa dispunha.

A construção iniciou-se em 1502 e contou com a traça inicial do arquitecto Boytac. A obra viria a ser continuada por outros Mestres, nomeadamente João de Castilho e, em meados do século, por Diogo de Torralva. No Mosteiro, classificado Património da Humanidade em 1983, merecem destaque as fachadas, a Igreja e os claustros.

A fachada Sul tem como principal interesse o portal da lavra de João de Castilho. Repare-se na organização central das figuras: em baixo, o Infante D. Henrique guarda a entrada, a meio, a Virgem de Belém abençoa o monumento e, a rematar o portal, o Arcanjo São Gabriel, o protector de Portugal. O portal ocidental, por onde se entra no espaço sagrado, é da autoria de Nicolau Chanterenne. À esquerda encontra-se a estátua do rei Dom Manuel protegido por São Jerónimo, que dizem ser um retrato fiel, e à direita, a da rainha Dona Maria, sua mulher, protegida por São João Baptista.

No interior encontramos uma igreja salão, obra-prima do manuelino, da autoria de João de Castilho. Note-se como a bela abóbada do transepto não é sustentada por nenhuma coluna, um audacioso trabalho da arquitectura portuguesa. À entrada, depois do coro baixo, encontram-se os cenotáfios do poeta Luís de Camões, autor do poema épico “Os Lusíadas”, e de Vasco da Gama, comandante da armada que em 1497 rumou para a Índia pela primeira vez na História. Nas capelas laterais estão sepultados os reis, príncipes e infantes descendentes de D. Manuel I. Na capela-mor, reconstituída posteriormente por Jerónimo de Ruão, encontram-se os túmulos de Dom Manuel I, D. João III e de suas esposas. Destaca-se o sacrário em prata maciça, obra de ourivesaria portuguesa de meados do séc. XVII.

Torre de Belém

A harmonia e os delicados ornamentos da Torre de Belém sugerem, aos olhos de quem a vê, uma jóia trabalhada. Porém, a visão dos contemporâneos da sua construção era outra: um formidável e temível baluarte de defesa da entrada do rio, cruzando fogo com a torre fronteira de São Sebastião, na outra margem. Encomendada por D. Manuel I (1495-1521), foi construída por Francisco de Arruda, entre 1514 e 1521, sobre um ilhéu de basalto que se localizava próximo da margem direita do Tejo, frente à praia do Restelo. No entanto, com o deslocamento progressivo do curso do rio ao longo dos anos, a Torre acabou por ficar praticamente “amarrada” à margem.

É composta por uma torre quadrangular que lembra os castelos medievais e por um baluarte poligonal, elemento de defesa destinado a sustentar artilharia pesada, com bombardeiras rasantes ao mar. As guaritas com cúpulas de gomos, que se erguem a cada canto, denotam a influência das fortificações marroquinas. A par destes elementos orientalistas, predomina a decoração manuelina no cordame de pedra que a envolve, nos motivos heráldicos e até no famoso rinoceronte, primeira representação em pedra deste animal na Europa. A face mais decorativa da Torre é a que está virada a sul, onde corre o varandim. Sobre o muro do claustrim que se ergue em cima do baluarte, destaca-se uma imagem esculpida da Virgem com o Menino do séc. XVIII, “à proa” da torre.

O interior merece a visita pela subida ao último piso, onde o esforço é recompensado pela admirável vista sobre o largo estuário do rio Tejo e a parte ocidental da cidade de Lisboa, tão evocativos da história de Portugal durante a Era dos Descobrimentos.

Em 1983, a Torre de Belém foi classificada Património da Humanidade pela UNESCO.

Elevador de Santa Justa

As íngremes colinas em que assenta Lisboa conferem à cidade um ritmo urbanístico que faz parte da sua encantadora diferenciação relativamente a outras capitais europeias. Porém, para a população que vive o quotidiano da cidade, a subida a pé é menos romântica e os ascensores de Lisboa, surgidos no séc. XIX, vieram responder às necessidades de melhoria da qualidade de vida dos lisboetas.

Único ascensor vertical em Lisboa, é uma obra de Raul Mesnier de Ponsard, engenheiro de origem francesa que vivia no Porto. Foi inaugurado em 1902 para ligar a Baixa de Lisboa ao Largo do Carmo, por meio de um viaduto que hoje se encontra fechado. Exibe uma bonita arquitectura de ferro, muito própria da época em que foi construído. Termina numa torre metálica onde poderá subir e, da esplanada, usufruir da beleza da cidade e do Tejo vistos do alto.