Sintra

Sintra é um testemunho de quase todas as épocas da história portuguesa. E vai muito além disso, Sintra é um achado de vestígios da própria história da Humanidade.

Sintra que sobreviveu ao Terramoto de 1755, tem o seu período áureo situado entre o final do séc. XVIII e todo o séc. XIX. 

Nesta altura teve início a redescoberta da magia de Sintra, cuja mais antiga forma medieval conhecida “Suntria” apontará para o indo-europeu “astro luminoso” ou “sol”. Já foi chamada de Monte Sagrado e de Serra da Lua. 

Sintra não é uma vila qualquer”, como escreveu em 1989 o historiador da Arte Vítor Serrão, Sintra é Patrimônio Mundial da Humanidade, é Paisagem Cultural (classificada pela UNESCO).

Sintra é um universo paralelo, que só conhecemos dos sonhos, mas que existe aqui bem perto.

Em suma, Sintra é a verdadeira e única capital do Romantismo. – “Sintra é o único lugar do país em que a História se fez jardim. Porque toda a sua legenda converge para aí e os seus próprios monumentos falam menos do passado do que de um eterno presente de verdura. E a memória do que foi mesmo em tragédia desvanece-se no ar ou reverdece numa hera de um muro antigo, Em Sintra não se morre – passa-se vivo para o outro lado. Porque a morte é impossível no vigor da beleza. E a memória do que passou fica nela para colaborar.” ‘Louvar Amar’, Vergílio Ferreira.

Alfama

Este bairro medieval (que já foi a judiaria da cidade) é uma pequena aldeia ou medina no meio da capital. É uma relíquia dos tempos antes do grande terramoto de 1755, tendo escapado à catástrofe graças aos seus sólidos alicerces na colina mais alta da cidade. 

É um local para se perder por becos e largos, deixando-se guiar pelos sentidos: vendo estendais nas varandas e fantásticas vistas do rio, cheirando peixe a assar numa esquina, ouvindo os sons do Fado saídos do interior de um restaurante típico, saboreando pratos tradicionais e tocando em magníficos painéis de azulejos. Este é o bairro mais pitoresco de Lisboa e a verdadeira alma da cidade.

Aqui a vida continua como há séculos atrás, mas descendo até ao rio entra-se novamente no século XXI, com antigos armazéns agora convertidos nalguns dos locais mais na moda na cidade, como o DeliDelux para um brunch ou lanche, o Bica do Sapato para jantar e o Lux para beber e dançar até amanhecer.

Filigranas

Filigranas e outra ourivesaria tradicional do Minho. O Coração de Viana faz parte da ourivesaria tradicional portuguesa e tem uma inspiração marcadamente religiosa, e o coração de Viana não é excepção. Este coração que é actualmente utilizado como símbolo da cidade de Viana do Castelo.

Mosteiro dos Jerónimos

Uma pequena ermida – Santa Maria de Belém – construída por ordem do Infante D. Henrique, erguia-se no local onde hoje se situa o Mosteiro dos Jerónimos. Deve-se ao rei D. Manuel I a iniciativa da construção do Mosteiro e a sua doação à Ordem dos Frades de São Jerónimo. A magnificência do edifício que hoje vemos, reflecte a visão universalista do seu fundador e os poderosos meios financeiros de que a Coroa dispunha.

A construção iniciou-se em 1502 e contou com a traça inicial do arquitecto Boytac. A obra viria a ser continuada por outros Mestres, nomeadamente João de Castilho e, em meados do século, por Diogo de Torralva. No Mosteiro, classificado Património da Humanidade em 1983, merecem destaque as fachadas, a Igreja e os claustros.

A fachada Sul tem como principal interesse o portal da lavra de João de Castilho. Repare-se na organização central das figuras: em baixo, o Infante D. Henrique guarda a entrada, a meio, a Virgem de Belém abençoa o monumento e, a rematar o portal, o Arcanjo São Gabriel, o protector de Portugal. O portal ocidental, por onde se entra no espaço sagrado, é da autoria de Nicolau Chanterenne. À esquerda encontra-se a estátua do rei Dom Manuel protegido por São Jerónimo, que dizem ser um retrato fiel, e à direita, a da rainha Dona Maria, sua mulher, protegida por São João Baptista.

No interior encontramos uma igreja salão, obra-prima do manuelino, da autoria de João de Castilho. Note-se como a bela abóbada do transepto não é sustentada por nenhuma coluna, um audacioso trabalho da arquitectura portuguesa. À entrada, depois do coro baixo, encontram-se os cenotáfios do poeta Luís de Camões, autor do poema épico “Os Lusíadas”, e de Vasco da Gama, comandante da armada que em 1497 rumou para a Índia pela primeira vez na História. Nas capelas laterais estão sepultados os reis, príncipes e infantes descendentes de D. Manuel I. Na capela-mor, reconstituída posteriormente por Jerónimo de Ruão, encontram-se os túmulos de Dom Manuel I, D. João III e de suas esposas. Destaca-se o sacrário em prata maciça, obra de ourivesaria portuguesa de meados do séc. XVII.

Elevador de Santa Justa

As íngremes colinas em que assenta Lisboa conferem à cidade um ritmo urbanístico que faz parte da sua encantadora diferenciação relativamente a outras capitais europeias. Porém, para a população que vive o quotidiano da cidade, a subida a pé é menos romântica e os ascensores de Lisboa, surgidos no séc. XIX, vieram responder às necessidades de melhoria da qualidade de vida dos lisboetas.

Único ascensor vertical em Lisboa, é uma obra de Raul Mesnier de Ponsard, engenheiro de origem francesa que vivia no Porto. Foi inaugurado em 1902 para ligar a Baixa de Lisboa ao Largo do Carmo, por meio de um viaduto que hoje se encontra fechado. Exibe uma bonita arquitectura de ferro, muito própria da época em que foi construído. Termina numa torre metálica onde poderá subir e, da esplanada, usufruir da beleza da cidade e do Tejo vistos do alto.

O Castelo de São Jorge é um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa, situado na mais alta colina da cidade. A mais antiga fortificação no local conhecida data do séc. II a.C, embora vestígios aqui encontrados datem do séc. VI a.C. A arqueologia permitiu ainda descobrir vestígios de fenícios, gregos, cartagineses, romanos e muçulmanos, comprovando a ocupação humana constante desde tempos remotos. O castelo propriamente dito teve a sua fundação nos séculos X e XI, quando Lisboa era uma importante cidade portuária muçulmana. Em 1147, o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, conquistou o castelo e a cidade aos mouros. Entre o séc. XIII e o séc. XVI teve o seu período mais importante. No séc. XVI, foi no castelo que o rei D. Manuel I recebeu Vasco da Gama depois da sua viagem marítima à Índia e que a primeira peça de teatro portuguesa, da autoria de Gil Vicente, foi representada, por ocasião do nascimento do rei D. João III. Declarado Monumento Nacional em 1910, sofreu grandes obras de restauro durante o séc. XX, que lhe deram o aspecto actual. É um dos locais mais importantes da cidade e um espaço de lazer muito concorrido pela população dos bairros envolventes. Pode-se dizer que tem a melhor vista da cidade e do Rio Tejo. No interior, destaca-se o núcleo museológico, onde se pode ver a história de Lisboa, e a Torre de Ulisses. O fundador lendário da cidade dá nome à antiga Torre do Tombo do castelo onde um periscópio permite observar a cidade em 360º em tempo real.